Tô aqui pra contar, com muita felicidade e alivio, que tive meu visto aceito em São Paulo. Embarcamos, como disse que seria no poste anterior, na terça-feira, 9, da semana passada, e a entrevista foi na quarta, 10, e voltamos à tarde do mesmo dia da entrevista. Um bate-e-volta, praticamente.
| Christian e eu, preenchendo os últimos documentos, no saguão do hotel, em SP, na pequena reunião pré-entrevista, na noite anterior à entrevista, logo que chegamos do sul |
| Momento de descontração, no hotel, antes da entrevista |
| Azaração no quarto do hotel |
No dia seguinte, "acordamos", coloco entre aspas, pois eu nem dormi quase, bem cedo, mais ou menos umas 6 da manhã, ou seja, fui quase de "virada" para o consulado. Tomamos café e saímos. Fomos caminhando, mesmo, em vista da da proximidade hotel-consulado.
Dica para antes de ir para o Consulado Americano: não se pode levar objetos, como: câmeras fotográficas, celulares ,chaves, etc, para dentro do consulado, então, deixem no hotel para não haver problemas na hora da entrevista. Eu tive esse problema na hora de sair, pois, como todos já devem ter percebido, gosto de registrar tudo, seja com fotos ou vídeos, então, estava saindo do hotel, bem feliz, com a minha câmera na mãe, quando um dos nossos orientadores da Egali me chamou atenção, entretanto, já havíamos dado "saída" no hotel, ou seja, não tinha mais um quarto reservado em meu nome, então não poderia deixar a câmera. As malas e outros objetivos de todos os intercambistas, inclusive a minha, estava num quarto separado que já havia sido fechado, então, foi aquele corre-corre nada hora de ir para o consulado, acabei ficando nervoso e tive uma situação desconfortável e tensa por falta de atenção. Penso que devemos usar a razão para evitar, ao máximo, esse tipo de problema antes da entrevista devido ao estresse já instalado em nossas cabeças, então, o melhor é evitar ao máximo. Em frente ao consulado, tem alguns guardadores de "coisas", só que cobram caro.
Infelizmente, por tudo isso, acabei não podendo registrar nada dentro do consulado, como as filas, entrevistas, estrutura, etc.
No Consulado:
A nossa entrevista, de todos intercambistas da Egali, estava marcada para às 8h. Chegamos lá, mais ou menos, nesse horário, e, ao lado de fora do prédio, numa fila encostada ao muro, já enfrentamos a primeira de muitas filas que viriam. Nesta vez, só mostramos o comprovante de agendamento de entrevista. Depois, seguimos na mesma fila e algumas pessoas, fiscais do consulado, conferiram nossos documentos principais, nos revistaram e tal. Depois, entramos, e fomos para a 2º fila. Essa, era para pegar uma senha e, após isso, ficamos esperando a 3º fila em que tínhamos de ficar observando, no painel, as chamadas (senhas) para fazermos as impressões digitais. Essa etapa já foi em inglês, pelo menos pra mim, pois alguns colegas me comentaram que em outros guichês foi em português. Essa etapa das digitais foi muito rápida, o que demorava era na fila, mesmo. Como já disse, o consulado atende muitas pessoas por dia, então o processo é muito rápido, o que demora são as filas enormes. Logo depois, fomos encaminhados para a 3º e última fila, que era enorme. Nessa, foi onde mais esperamos e, cerca de 1h depois, chegou a hora da minha tão temida entrevista. Antes disso, um pouco à minha frente da fila, estava um colega meu de intercâmbio, aqui de Pelotas, que eu observando, entrou para a entrevista, esta em que o entrevistado fica em pé, mesmo, conversando com o vice-cônsul e ele ficou mais de 15 minutos. Eu vi, pela demora, já que a maioria não permanecia mais do que 5 minutos em frente do guichê, que tinha algo errado. Pensei na hora que por ele ter 26 anos (o programa de Work and Travel permite visto até 28 anos) e estar cursando a segunda faculdade, seria um possível motivo para não permitirem a entrada dele no país e, infelizmente, teve o visto negado. Com tudo aquilo, baixou o humor de todos e a tensão foi espalhada.
Esperei mais alguns minutos e enfim chegou a minha vez. Caminhei em direção ao guichê 16 e o vice-cônsul era, na verdade, uma mulher. Segue abaixo o diálogo e os passos, transcritos, da minha entrevista:
V.C: Bom dia, Marcel. (em português com sotaque americano forte)
Eu: Bom dia! (em português)
V.C: Documentos, por favor. Passaporte e documentação principal. (ainda em português).
V.C: Do you speak English, Marcel?
Eu: Yes.
V.C: Ok.
A partir daqui, foi tudo em inglês.
V.C: Você tem lugar para trabalhar nos EUA ou procurará quando chegar no país?
Eu: sim, tenho, vou trabalhar no Sugar Bowl Ski Resort, em Truckee, na Califórnia.
V.C: Nossa, que legal(bem simpática e empolgada).
V.C: O que você faz?
Eu: Estudo. Eu estudo Direito na universidade.
V.C: Você estuda Direito, Marcel?
Eu: Sim.
V.C: Em qual semestre você está?
Eu: No 4º.
V.C: Ok, Marcel, seu visto foi aprovado. Dirija-se para pagar as taxas. (bem feliz, com cara simpática)
E essa foi a minha experiência de entrevista, acreditem! Depois de tanto tempo de espera regados à ansiedade, angústia, medos, etc, para, praticamente nada, graças a Deus. Nem os documentos extras pediram, ou seja, praticamente todo aquele trabalho de reunir mil documentos foi em vão, pois não pediram nada extra além dos documentos principais da lista. A entrevista durou uns dois minutos, não mais do que isso. Foi muito rápido e tranquila. Eu tive sorte, pois muitas pessoas me comentaram que perguntaram várias outras coisas, em outro guichês.
Saí do guichê feliz, super aliviado e corri para encontrar os outros colegas que já tinham feito a entrevista. Tava ansioso para saber o resultado deles e, felizmente, a maioria com visto aceito, com exceção daquele meu colega. Ficamos todos bem chateados por ele, ainda mais que ele pretende viajar com a namorada, e ela teve o visto aceito. No caso dele, a agência vai reaplicar o visto, então ele voltará a SP para refazer a entrevista com o grupo 2, dos intercambistas de outros estados. Eu, sinceramente, acho que ele teve má sorte, visto que tinham outras pessoas com a mesma idade e na segunda faculdade. Por quê? O consulado "acha" estranho uma pessoa com idade avançada, para os padrões do programa, e estar cursando uma segunda faculdade, já que essa matrícula poderia ser mera desculpa para poder ingressar ilegalmente no país. Sobre a idade, eles questionam pessoas mais velhas do que o normal quererem fazer esse tipo de programa e foi esse o argumento que usaram para negar o visto dele. Disseram para ele tentar outro tipo de intercâmbio em vista da idade e perfil.
| Concentração do grupo dos intercambista da Egali do RS, em frente ao hotel em SP, pós entrevista no consulado americano |
| Voltando de SP, com a tranquilidade e paz do ter tido aceito o temido visto americano |
A viagem: fazendo as malas
As malas estão sendo feitas. Falta menos de duas semanas para o embarque e a ansiedade e tensão só aumentam. Nossa, os últimos dias passaram muito rápido, pisquei os olhos e o dia da viagem tá chegando.
O maior problema é que estamos na busca interminável pela acomodação. O nosso empregador oferece moradia, mas com banheiro e cozinha compartilhados, então buscamos por uma casa, já que pensamos ser a melhor opção para morar nos meses de intercâmbio. Vamos dividir com mais 4 gurias, sendo três delas, também, da Egali e outro guria da África do Sul. Uma gaúcha, uma carioca e uma baiana. Será uma experiência e tanto, e o intercâmbio cultural será grande, entretanto, ainda não achamos nada de casa. Procuramos pela internet, em imobiliárias de lá, falamos com pessoa que já viajaram e nada. Alguns não respondem aos e-mails, outros respondem mas não há disponibilidade, e por aí vai. E é uma coisa que me preocupa muito já que estamos nas vésperas da viagem.
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