quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sobre o intercâmbio, quando tudo começou, etc.



Mariana, minha amiga, em Big Sky - MT
    Eu tenho o sonho de conhecer o mundo. Adoro viajar e intercâmbio sempre foi um sonho, principalmente nos Estados Unidos onde tenho vontade de conhecer desde criança. Há muito tempo eu pesquiso programas de intercâmbio e tento me encaixar em algum, e no fim do ano passado, fiquei sabendo pelo Orkut que uma conhecida estava embarcando para os EUA, a Mariana. Ela trabalha na Egali Intercâmbio, e depois de entrar em contato com o mundo das viagens, se apaixonou e, em dezembro de 2009, trocou de papel e virou aluna da agência, embarcou para uma viagem incrível no estado de Montana, para trabalhar na pequena cidade de Big Sky, onde fica uma das maiores estações de esqui do país.
       Após ver as primeiras fotos da Mari, lá no fim do ano passado (2009), continuei acompanhando tudo, mas sem saber ao certo o que ela estava realmente fazendo lá, mas curti muito e, lá por abril, quando ela ainda estava em solo americano, eu procurei ela para questionar sobre a viagem, nos falamos por Orkut e Skype, e lembro, como se fosse ontem, ela dizendo que estava em Nova Iorque. Eu fiz mil perguntas, esclareci o que de fato era a viagem dela, me empolguei bastante e ali foi traçado o meu destino. Após aquilo, comecei a pesquisar, entrei em contato com a agência (Egali), me enviaram informativos de intercâmbio, isso no início de abril, e, quando a Mari retornou ao Brasil, fui lá na agência, peguei todas as informações importantes e, em menos de três semanas eu estava matriculado.
       Naquele período pré-matricula eu enchi muito o saco dos meus pais, argumentei muito sobre a história do intercâmbio, falei maravilhas até que convenci eles de que era uma boa ideia, então começaram a cogitar a possibilidade e tal. 
A Mari e eu, no dia da matrícula, na Egali.
       O maior desafio era a grana, então, nesse período, mexi os pauzinhos e consegui um emprego. Sim, né, eu sou brasileiro, não desisto fácil e a melhor solução foi trabalhar. Foi muita sorte, pois tudo ocorreu muito rápido. Até currículo eu fiz, pensando em distribuir por aí mas conversei com o papai e ele curtiu a ideia do intercâmbio e resolveu me dar uma força: me empregou na firma dele. Sete meses seria uma experiência e tanto, e está sendo. Sou ajudante de escritório, como se fosse um estágio, até o final do ano e ressalto, foi muita sorte, pois eu não tinha dinheiro algum e, como todos sabem, intercâmbio, qualquer que seja, não é um investimento pequeno, pelo contrário. Está valendo a pena, já aprendi muito nesses três meses e pouco e o tempo está passando bem rápido. O difícil e conciliar trabalho mais faculdade, então tempo é uma coisa que eu tenho valorizado muito.

       Afinal, que intercâmbio é esse? É o Free. Por que Free? É o nome que a minha agência dá para o famoso Work and Travel (trabalhe e viaje) ou Work Experience (Experiência de trabalho), tanto faz, pois ambos são sinônimos.

       Tá, mas o que é o Free? É um intercâmbio para universitários, de graduação ou pós, que tenham até 28 anos e possuam nível, de no mínimo, pré-intermediário em inglês. Esses são os pré-requisitos.
        O Free é, em resumo, férias remuneradas para estudantes universitários, onde os alunos viajam no período de férias da faculdade para trabalhar, legalmente, nos Estados Unidos. Algumas agências disponibilizam o pacote com algum curso junto (estudar inglês, arte, cinema, etc), entretanto, a Egali, pelo próprio nome do programa, deixa à escolha dos alunos, se matricularem ou não, em algum curso, ou seja, é opcional, pois o visto permite a matricula. Clicando aqui (http://www.egali.com.br/site2009/programa.php?iPageId=68&sPageCode=freeSobre) tu poderás ver a descrição completa do programa, diretamente do site da agência.

       E o visto? É o documento exigido para entrar em um país estrangeiro. Alguns exigem, outros não. O Visto solicitado, para o meu tipo de intercâmbio, é o de estudante, o J-1, que dá direito a 4 meses para trabalhar e mais 1 mês de férias totalizando possíveis 5 meses de permanência, sendo o começo do embarque a partir de 15 de novembro, entretanto, dependerá do empregador a data certa da viagem. O período de trabalho, como já dito, é de 4 meses, então vai até 15 de março do ano seguinte e, depois disso, começa o mês de turismo que vai até 15 de abril.
        Além disso, é interessante ressaltar que, só é permitido a saída do país durante o período de trabalho (4 primeiros meses), ou seja, caso queiram viajar, tanto para o Canadá, como também para o México, ou outro país, sendo possível a exigência de outro visto para cada um desses países. Para o Canadá é preciso visto, porém, não é preciso ir até o consulado canadense, como é o caso do visto americano, que todos têm de ir a São Paulo, Brasília, ou algum outro consulado americano no Brasil, para requerer o documento, então, no caso do Canadá, é só enviar o documentação exigida por um despachante. Durante o período de férias, o último mês de permanência, NÃO é permitido sair dos Estados Unidos, ou seja, quem pretende "dar um pulo" no Canadá ou México, vá antes.

       Quanto custa? Depende, mas para não ficar enrolando, vou falar logo um valor: R$ 9.000,00 reais.
       Por que depende? Pois varia de agência para agência e, além disso, a Egali, por exemplo, disponibiliza vários pacotes e opções.
       A opção que eu comprei foi o all-inclusive, com tudo incluído, como o nome já diz. Abaixo, está o resumo do programa, com o que está incluso e informações resumidas do pacote:

FREE ALL-INCLUSIVE - US$ 3.399,00 (cerca de R$ 6500,00 reais)

Inclui:
• Emprego em uma organização americana;
• Permissão legal de trabalho (documento DS-2019);
• Busca de acomodação nos Estados Unidos para o período do programa;
• Seguro saúde durante seu período de trabalho;
• Suporte e orientação da equipe Egali, inclusive da base Egali nos EUA;
• Cartão VTM;
• Garantia FREE: Ajuda de custo da Egali em caso de realocação de emprego.

Inclui também:

• Passagem aérea PORTO ALEGRE – ESTADOS UNIDOS – PORTO ALEGRE (classe econômica/ estados do Hawaii e Alaska há acréscimo de US$ 100) com todas as taxas incluídas;
• Custos de emissão de Visto (taxas consulares); incluindo Taxa Sevis, taxa de emissão do visto e SEDEX de retorno;
• Passagem aérea POA – SP – POA + 01 noite em São Paulo + transfer Aeroporto/hotel/consulado americano/aeroporto + refeições em São Paulo;
• Transfer da filial da Egali até Porto Alegre, um dia antes da entrevista no consulado e de retorno após a entrevista + refeições;
• Transfer para orientação final (caso não seja na cidade) + refeições;
  • Transfer para feiras da Egali + refeições.

 Fonte: www.egali.com.br 

       O que não está incluído? Quase todas as despesas estão no pacote, mas além do valor do programa, precisa-se levar cerca de US$ 800,00 dólares para as primeiras semanas, pois o salário lá é pago, em geral, a cada 15 dias, então esse dinheiro é para as primeiras despesas, por isso citei R$ 9.000,00 reais, pois somando o valor do programa com esses 800 dólares, dará, mais ou menos, 9 mil, entretanto, além desses valores, precisa ser acrescentado o valor que os alunos desembolsam com acomodação, pois, mesmo antes de embarcar, na maioria dos empregos, os alunos gastam uma considerável quantia em dinheiro o que se refere a um mês de aluguel adiantado e, também, o tal caução, que é a garantia de que os moradores entregarão o imóvel nas mesmas condições as quais receberam, valor este, que é reembolsado após o término do período de trabalho caso não hajam danos.
       Vale ressaltar que nos 6500 reais do programa não está incluso gastos, como por exemplo, com o passaporte, que custa R$ 156,56 reais.

       Por enquanto é isso, galera!
       Estou postando varias coisas ao mesmo tempo, pois como já disse no poste anterior, estou reformulando as postagens antigas e postando. 

       Abração! 

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